É... mudar, recomeçar, ter idéias, assumir ser quem você realmente é e buscar o que realmente quer: tudo tem o seu preço.
Levamos tempo até nos percebermos como um iceberg cuja ponta é apenas o que vemos; e quando descobrimos qual rumo seguir, encontramos a etiqueta DESAPEGO pendurada nas coisas: em algumas pessoas, em várias roupas, em velhos hábitos... perdemos, mas desapegando também ganhamos muito.
Durante anos uma pessoa pode achar-se pequena diante das conquistas alheias, nunca parou para analisar o que pode estar acontecendo dentro de si e que a impede de também conquiste coisas. Esta auto limitação, a convivência com outras pessoas (o sentimento de "pertencimento", ouvi hoje cedo, a monja Monja Cohen comentando que precisava do silêncio para a prática da meditação, mas que ausência da reunião das pessoas num sentimento de pertencimento também era muito ruim) levam a pessoa a sufocar, sentir a necessidade quase insuportável de expandir seus horizontes, caminhar com as próprias pernas. Arrisca e, para surpresa geral (e até mesmo da pessoa), consegue!
A partir daí reconhece-se mais amiga, mais confiante a cada dia. Inconforma-se, claro, mas já não sente como antes... aceita que cada um faz o que é melhor para si independentemente de quem está ao seu lado. Alegra-se com as pequenas surpresas que a vida lhe proporciona a cada instante.
"A mesma mão que abre uma porta, deve ser capaz de fecha-la.
Os mesmos lábios que proclamam promessas
Devem ser hábeis no encerrar uma conversa quando o coração se calar...
Para que nem todas as esperanças subam aos céus como fumaça."
Wallu
Entre idas e vindas, altos e baixos, por favor desapaga do que não te alimenta a alma, abre espaço no coração para o novo, para o frescor que só o amor é capaz de fazer-lhe sentir ao abrir os olhos de manhã ou ao pensar no sorriso da pessoa que lhe inspira... e esta pessoa pode ser você mesmo ou um outro alguém... o importante é manter-se leve para a vida fluir cheia de experiências e crescimento.
Namastê.
Boa noite e até a próxima!

